Leitura Dinâmica e Estudo, um Casamento Perfeito

Leitura DinâmicaA sociedade está repleta de situações muito estranhas. Uma delas é o hábito que as pessoas têm de ir à escola durante anos, muitas vezes sem se questionarem sobre por que fazem aquilo.

É um hábito curioso, que acaba se manifestando na idade adulta na vida profissional, quando cumpre ordens e procedimentos sem jamais encontrarem o real sentido naquilo.

Para que possamos falar de formas de melhorar o ato de estudar, é necessário que, antes de tudo, entendamos o que é estudar. No dicionário da língua portuguesa, estudo é algo como o uso das habilidades cognitivas num esforço contínuo para adquirir conhecimento.

Não há qualquer definição em nenhum vernáculo do mundo a respeito do que é estudar que defina este ato como uma obrigação assumida pelo ser humano perante a sociedade de ir à escola e tentar, ao final de cada ano, obter nota suficiente para avançar a um novo estágio.

Não obstante, grande parte dos estudantes enxerga os estudos como uma obrigação enfadonha, uma espécie de prestação de contas à sociedade para justificar o fato de fazerem parte dela.

É realmente muito estranho as pessoas fazerem um esforço contínuo e sistemático sem identificarem uma finalidade para fazê-lo. O mais engraçado é que as pessoas se formam, trabalham e continuam fazendo cursos e lendo livros sem ter qualquer prazer naquilo, apenas porque faz parte do protocolo investir permanentemente em autodesenvolvimento, mesmo que não desenvolvam coisa alguma.

Sim, é verdade que o mundo é competitivo, que o conhecimento disponível é cada vez mais farto e se multiplica cada vez mais rápido. Como conviver com isso se ler duas ou três páginas de um livro é um martírio?

Qual o papel da escola?

Primeiramente, é preciso entender qual o papel da escola. Certamente, a escola não é produto da criatividade de algum sádico, cujo propósito de vida fosse tornar desagradável a vida alheia desde os primeiros anos de vida.

Não, a escola, na verdade, é uma oportunidade que a sociedade oferece ao aluno, através do estudo, da convivência, das interações pessoais e do aprendizado, de adquirir conhecimentos que lhe propiciem escolhas para a sua vida.

Repare que o ensino é uma espécie de funil. Num primeiro momento, há um vasto cardápio de disciplinas: português, matemática, arte, histórica, geografia, biologia, química, física e outras mais. São disciplinas que a escola oferece igualmente a todos, desenvolvendo conhecimentos básicos e genéricos. É a partir deles que o aluno vai começar a moldar seus interesses, até que, em determinado momento é ele que vai escolher o que estudar, que será algo ligado à profissão que deseja exercer.

Todo o problema, que é secular, não é uma exclusividade dos tempos atuais, consiste em aplicar da melhor forma todas essas disciplinas. É preciso, para isso, levar em conta que não é possível esperar que o estudante assimile conhecimentos se sua única preocupação é passar na prova.

Existe uma grande diferença entre decorar e memorizar. Decorar é um processo que envolve uma necessidade temporária. O aluno decora “o que é isso”, “o que é aquilo” para fazer a prova. Terminada a prova, ele esquece. Memorizar é um sistema que envolve aprendizado, entendimento, assimilação. Em outras palavras, gera o conhecimento.

Leitura como canal para o conhecimento

Ora, o melhor canal para o conhecimento é a leitura. É nos livros que o conhecimento está estruturado, é a leitura que mobiliza a atenção.

Se estamos falando que a leitura é o canal para o conhecimento e presumimos que o conhecimento seja um ativo de altíssimo valor, estamos admitindo que chave para o grande mistério está em transformar a leitura em um ato prazeroso.

Se ler é um ato prazeroso, aprender também deve ser, já que o aprendizado se dá através da leitura. Como, porém, esperar que as pessoas que têm dificuldade para ler consigam sentir prazer?

Não seria o caso de ensinarmos as pessoas a ler corretamente? E o que é ler corretamente, se não decodificar satisfatoriamente o que está escrito? Ler corretamente é absorver a informação contida na leitura, entende o que está escrito, transformar aquele esforço em conhecimento.

Dando um passo à frente, para falarmos de leitura dinâmica, como seria a vida das pessoas se elas pudessem trocar a leitura enfadonha por uma leitura rápida e eficaz?

O cérebro pode ser treinado

O cérebro é uma estrutura complexa, mas sabe-se dele que é o responsável por recepcionar, processar e arquivar informações. Sabe-se também que podemos educá-lo.

A cognição é um processo que pode ser aperfeiçoado. O treinamento e a repetição são formas de desenvolvimento de habilidades, meramente intelectuais ou não. É como se você pudesse se programar. Já reparou que as pessoas, através da repetição, vão cada vez realizando as tarefas com maior desenvoltura?

No começo parece a tarefa mais difícil do mundo. Com o tempo nada mais poderia ser tão simples. É que o cérebro humano está capacitado para desenvolver o aprendizado, para simplificar as tarefas.

E se você treinasse o seu cérebro para ler dez vezes mais rápido com o mesmo resultado?

A leitura dinâmica

Voltando um pouco à questão da escola, vamos imaginar como seria se todas as crianças, após o processo de alfabetização, aprendessem a ler de uma forma mais ágil, porém não menos eficaz.

Tal iniciativa contribuiria para a formação de bons leitores, logo mais aptos ao aprendizado e ao conhecimento. A grande vantagem da leitura dinâmica é formar leitores satisfeitos, que encontram prazer no ato e obtêm melhores resultados, levando essa condição para a idade adulta.

Não quer dizer que a habilidade de ler muito mais rápido não possa ser adquirida por adultos, muito pelo contrário. É uma questão de treinamento. O que você vai fazer é ensinar o seu cérebro.

Em geral, o processo de leitura consiste, a partir da alfabetização, em abastecer o cérebro com pequenos fragmentos, que são as silabar, um após o outro, até formar um sentido, que o cérebro compreende, uma vez que já tem essas informações arquivadas. Caso não tenha essa palavra arquivada, você precisará buscar o significado no dicionário e, através de signos conhecidos, o cérebro vai reconhecer a nova palavra e o significado.

Na leitura dinâmica, o processo ocorre de uma forma diferente, mais dinâmica, otimizada. A leitura se dá através de fotografias de trechos, que unidas, geram a informação. Tudo consiste em treinar seu cérebro para realizar a leitura de outra forma. É uma substituição que requer treinamento, mas não é algo assustador, que vai lhe custar meses ou anos.

Os cursos de leitura dinâmica preparam o seu cérebro para acelerar a fixação, melhorar a retenção da memória e aperfeiçoar a capacidade de compreensão do texto. Essas habilidades podem ser obtidas com uma rotina 15 minutos de treinamento diário.

Que tipo de leitor você quer ser?

Tudo é uma questão de você escolher que tipo de leitor você quer ser. Os especialistas garantem que qualquer pessoa pode ser qualquer um dos tipos de leitor.

Existe uma métrica chamada PPM, que significa “palavras por minuto”. Há três tipos de leitores.

O leitor comum é aquele que lê de 70 a 150 ppm. Ele compreende 80% do que lê, mas a capacidade de absorver novos conhecimentos é baixa, já que o processo é lento.

O leitor médio é aquele que lê de 151 a 600 ppm. Ele lê, em média, seis vezes mais rápido que o leitor comum. Têm ótima capacidade de absorver conhecimentos.

O leitor dinâmico, por sua vez, lê acima de 900 ppm. Se o leitor médio tem ótima capacidade de absorver novos conhecimentos, imagina o leitor dinâmico!

Se atingir o patamar do leitor médio já irá qualificar você como um bom leitor, com uma capacidade de leitura adequada ao volume de informações disponíveis e ao ritmo imposto pela necessidade de estar em dia com o conhecimento.

Chegar a ser um leitor dinâmico requer maior esforço, mais treino. Há uma série de técnicas de treinamento e condicionamento para que a habilidade seja desenvolvida a níveis que podem levar uma pessoa a ser capaz de ler mais de 100 páginas em três horas, ou mil palavras por minuto.

É você que vai escolher o ritmo que casa melhor com suas necessidades. Depois é só procurar um curso e começar a desenvolver a habilidade.

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